
A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (ACIA) realizou na manhã desta quarta-feira (29) mais uma ação voltada à qualificação do empresariado local. A palestra gratuita “Operação China” reuniu mais de 50 empresários durante um café da manhã no auditório da entidade, apresentando oportunidades para ampliar a competitividade das empresas por meio da importação de insumos, máquinas, equipamentos e produtos do mercado chinês.
O presidente da ACIA, Elio Pinto, disse que o objetivo deste evento é aproximar os empresários de temas que possam gerar novos negócios e ampliar a competitividade das empresas locais. “É mais um evento gratuito que a ACIA realiza voltado aos empresários da nossa cidade. Todos os associados são convidados, mas as empresas que ainda não fazem parte da entidade também puderam participar. Queremos mostrar que importar é uma possibilidade acessível e que pode representar uma grande vantagem competitiva para quem deseja reduzir custos e oferecer produtos mais atrativos ao consumidor”, destacou.
A palestra foi conduzida pelo consultor especialista em negócios internacionais Vitor Castro, responsável pelo projeto “Operação China”, que percorre o Brasil orientando empresários sobre oportunidades no comércio exterior. Durante a apresentação, os participantes tiveram orientações práticas sobre importação, negociação com fornecedores, logística internacional e formação de custos. Um dos principais objetivos foi desmistificar o processo de importação e demonstrar que, atualmente, é possível realizar toda a operação com segurança, sem a necessidade de viajar ao país asiático. Segundo Castro, a importação direta tem se consolidado como uma importante estratégia para empresas que buscam ganhar competitividade. “Hoje, com o crescimento das vendas pela internet, poucos pontos percentuais no preço fazem toda a diferença. Importar diretamente da China permite reduzir custos e aumentar a competitividade. Além disso, uma assessoria especializada acompanha todo o processo, trazendo mais segurança ao empresário”, afirmou. O consultor ressaltou que muitos empresários paranaenses têm recorrido à importação de máquinas e equipamentos para modernizar seus processos produtivos e minimizar os impactos da escassez de mão de obra. “O empresário não precisa ir até a China para fazer um bom negócio. Hoje é possível pesquisar fornecedores, solicitar amostras, negociar e fechar a compra com acompanhamento especializado em todas as etapas.”

Castro também explicou que a competitividade dos produtos chineses está relacionada a fatores como a elevada capacidade produtiva, a grande oferta de mão de obra e os incentivos concedidos pelo governo local à indústria. “Na maioria dos casos, os produtos são mais baratos porque a escala de produção é muito maior. Além disso, existe forte incentivo governamental às empresas, o que ajuda a reduzir os custos de fabricação.” Outro ponto destacado foi a economia proporcionada pela compra direta dos fabricantes. “Ao importar sem intermediários, é possível reduzir entre 30% e 40% dos custos em relação à compra por distribuidores. A China também oferece uma quantidade muito maior de fornecedores, aumentando a concorrência e tornando os preços mais competitivos.”

O especialista explicou ainda que o processo completo, desde a escolha do produto até a chegada da mercadoria ao Brasil, leva em média 120 dias. “É um planejamento que exige organização financeira. Normalmente, o pagamento é feito em duas etapas: 30% no fechamento do pedido e os 70% restantes no embarque da mercadoria. É uma dinâmica quase a vista, se comparado ao praticada no mercado brasileiro, onde os prazos de pagamento costumam ser maiores.”
Mais informações sobre o assunto entre em contato na ACIA pelo fone 43 3162 4300.